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Cirurgia de Catarata: Como É Feita, Quais São os Tipos de Lente Intraocular e Como Funciona a Recuperação?

Cirurgia de Catarata: Como É Feita, Quais São os Tipos de Lente Intraocular e Como Funciona a Recuperação?

Cirurgia de Catarata: Como É Feita, Quais São os Tipos de Lente Intraocular e Como Funciona a Recuperação?

A visão embaçada que não melhora nem trocando o grau dos óculos, a dificuldade crescente para dirigir à noite, aquela sensação de estar sempre olhando através de um vidro fosco. Para muita gente esse é o primeiro sinal de que algo mudou na saúde dos olhos, e na maioria das vezes o diagnóstico é catarata. Depois dos 60 anos essa é uma das queixas oftalmológicas mais frequentes nos consultórios, mas ela também pode aparecer bem antes disso, ligada a diabetes, uso prolongado de corticoides, traumas oculares ou fatores genéticos. A cirurgia de catarata é hoje um dos procedimentos mais realizados e mais seguros da oftalmologia moderna, capaz de devolver nitidez, contraste e cores à visão de quem já não enxergava como antes. Mas como é feita a cirurgia de catarata na prática, quais são os tipos de lente intraocular disponíveis para substituir o cristalino comprometido e como funciona a recuperação da cirurgia de catarata no dia a dia? Essas são perguntas que chegam com frequência aos consultórios de oftalmologia, e é justamente sobre elas que vamos falar a seguir.

Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post sobre “Cirurgia de Catarata: Como É Feita, Quais São os Tipos de Lente Intraocular e Como Funciona a Recuperação?”:

  1. O que é a catarata e por que ela se desenvolve?
  2. Sintomas de catarata: sinais que merecem atenção?
  3. Diagnóstico da catarata: o papel da consulta oftalmológica
  4. Como é feita a cirurgia de catarata (facoemulsificação)?
  5. Tipos de lente intraocular: qual escolher?
  6. Recuperação da cirurgia de catarata: o que esperar?
  7. Cuidados e possíveis complicações no pós-operatório
  8. Conclusão

Continue a leitura para entender cada uma dessas etapas com calma. A seguir você confere em detalhes tudo sobre cirurgia de catarata, como é feita, quais são os tipos de lente intraocular e como funciona a recuperação, do diagnóstico até o retorno às atividades normais.

1. O que é a catarata e por que ela se desenvolve?

A catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural e transparente que fica atrás da íris e é responsável por focar a luz na retina. Com o cristalino turvo, a luz não passa mais de forma nítida, e a imagem que chega ao cérebro fica embaçada, amarelada ou com menos contraste. É um processo que costuma ser lento e progressivo, o que explica por que muita gente demora a perceber a própria perda visual, atribuindo o problema ao cansaço ou à idade.

O envelhecimento é a causa mais comum de catarata, resultado do acúmulo natural de alterações nas proteínas do cristalino ao longo dos anos. Mas a catarata não é exclusividade de idosos. Diabetes mal controlada acelera a opacificação do cristalino. Uso prolongado de corticoides, seja em colírio, comprimido ou inalação, também é fator de risco reconhecido. Traumas oculares, cirurgias intraoculares prévias, exposição solar sem proteção adequada e até questões genéticas explicam casos de catarata em pessoas mais jovens e, em situações mais raras, catarata congênita em recém-nascidos.

A catarata é reconhecida havia décadas por sociedades oftalmológicas como uma das principais causas de baixa visão e cegueira reversível no mundo, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento oftalmológico regular. Segundo informações reunidas pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a doença pode ser classificada de acordo com a região do cristalino atingida e a velocidade de progressão, o que influencia diretamente o momento indicado para a cirurgia de catarata. Não existe fórmula mágica nem remédio, colírio ou exercício capaz de reverter a opacificação já instalada. O único tratamento eficaz e definitivo, até hoje, é o cirúrgico.

2. Sintomas de catarata: sinais que merecem atenção?

Reconhecer os sintomas de catarata cedo faz toda diferença na hora de planejar o tratamento com tranquilidade, sem pressa e sem prejuízo à rotina. O problema é que, no início, os sinais costumam ser discretos e fáceis de confundir com simples cansaço visual ou necessidade de trocar o grau dos óculos.

Entre os sinais mais comuns relatados por pacientes com catarata, estão:

  • Visão embaçada ou nublada, como se houvesse um véu ou neblina na frente dos olhos
  • Sensibilidade maior à luz forte, principalmente faróis de carro à noite
  • Halos ao redor de fontes de luz
  • Cores que parecem desbotadas, amareladas ou menos vivas
  • Dificuldade progressiva para enxergar à noite ou em ambientes com pouca luz
  • Necessidade frequente de trocar o grau dos óculos sem melhora real da visão
  • Visão dupla em um dos olhos, mesmo com o outro olho fechado

Vale reforçar que nem todo mundo com catarata sente todos esses sintomas ao mesmo tempo, e a intensidade varia bastante de acordo com o estágio da opacificação do cristalino. Muitos pacientes só percebem a extensão real da perda visual depois da cirurgia, quando comparam a visão nova com a antiga e se surpreendem com o quanto tinham se acostumado a enxergar mal.

Sempre que esses sintomas de catarata aparecem, mesmo de forma leve, o caminho mais seguro é agendar uma consulta oftalmológica para avaliação detalhada. Adiar esse passo não muda o curso da doença, apenas atrasa o diagnóstico e pode comprometer a qualidade de vida, a segurança ao dirigir e até o desempenho em tarefas simples do cotidiano.

3. Diagnóstico da catarata: o papel da consulta oftalmológica

O diagnóstico da catarata é feito por um oftalmologista, em consulta presencial, com exames simples, indolores e rápidos. Não existe atalho aqui: autoexame ou aplicativo de celular não substitui a avaliação profissional, até porque outras condições oculares, como glaucoma, degeneração macular e alterações de retina, podem cursar com sintomas parecidos e exigem investigação diferenciada.

Na consulta, o oftalmologista costuma avaliar a acuidade visual com tabelas específicas, examina a estrutura do olho na lâmpada de fenda, chamada de biomicroscopia, e observa diretamente o cristalino para verificar o grau e a localização da opacificação. O exame de fundo de olho, com pupila dilatada, permite avaliar a retina e o nervo óptico, descartando outras causas de baixa visão. Quando a indicação cirúrgica é confirmada, entra em cena a biometria ocular, exame que mede o comprimento do olho e a curvatura da córnea para calcular o grau exato da lente intraocular que será implantada.

Esse acompanhamento regular é especialmente importante para pessoas acima dos 60 anos, público mais suscetível à catarata, mas também para quem tem diabetes, histórico familiar de doenças oculares ou uso continuado de corticoides. Um exame oftalmológico de rotina, feito antes mesmo de sintomas mais evidentes aparecerem, permite identificar a catarata em fase inicial e planejar a cirurgia com calma, no momento clinicamente mais adequado, sem esperar a visão prejudicar significativamente a rotina.

Manter consultas periódicas com um oftalmologista e incluir avaliação visual dentro de um check-up para idosos é uma forma eficiente de monitorar não só a catarata, mas também glaucoma, pressão intraocular e outras alterações de retina, comuns com o avançar da idade.

4. Como é feita a cirurgia de catarata (facoemulsificação)?

A técnica mais utilizada atualmente para cirurgia de catarata é a facoemulsificação, um procedimento ambulatorial, rápido e feito com anestesia local, geralmente colírio anestésico associado à sedação leve, o que dispensa internação e anestesia geral na grande maioria dos casos.

O passo a passo da facoemulsificação segue, de forma resumida, esta sequência:

  • O oftalmologista faz uma microincisão na córnea, geralmente de dois a três milímetros, sem necessidade de pontos na maioria dos casos
  • Uma sonda de ultrassom fragmenta o cristalino opaco em pequenos pedaços, processo que dá nome à técnica de facoemulsificação
  • Os fragmentos do cristalino são aspirados delicadamente, preservando a cápsula posterior que vai sustentar a nova lente
  • A lente intraocular, dobrada, é inserida por essa mesma microincisão e se posiciona dentro da cápsula, no lugar exato do cristalino natural

Todo o procedimento costuma durar entre quinze e trinta minutos por olho, e a recuperação da cirurgia de catarata começa a se manifestar já nas primeiras horas, com melhora progressiva da nitidez visual. Quando os dois olhos precisam de cirurgia, o mais comum é operar um de cada vez, com intervalo de alguns dias a poucas semanas entre eles, permitindo avaliar a resposta do primeiro olho antes de operar o segundo.

A cirurgia de catarata está entre os procedimentos cobertos pelo Sistema Único de Saúde e também pela grande maioria dos convênios médicos, o que amplia bastante o acesso da população a um tratamento que devolve autonomia e qualidade de vida. Informações públicas do Ministério da Saúde confirmam que o cuidado com doenças oculares, incluindo catarata, integra a assistência oferecida dentro do SUS, reforçando que esse não é um procedimento restrito a poucos.

Antes de chegar à mesa cirúrgica propriamente dita, contudo, o caminho passa sempre por consulta com oftalmologista, exames pré-operatórios completos e avaliação clínica geral, etapas que fazem toda a diferença para o sucesso da cirurgia de catarata e para a escolha correta da lente intraocular.

5. Tipos de lente intraocular: qual escolher?

Um dos pontos que mais gera dúvida entre pacientes é justamente a escolha entre os tipos de lente intraocular disponíveis para a cirurgia de catarata. Essa lente substitui definitivamente o cristalino natural opacificado e influencia diretamente a qualidade visual depois da cirurgia, incluindo a necessidade ou não de continuar usando óculos no dia a dia.

Lente monofocal

A lente monofocal é a mais utilizada e a que costuma ser coberta integralmente pelo SUS e pela maioria dos convênios. Ela corrige a visão para uma única distância, geralmente longe, o que significa que o paciente enxerga bem para dirigir e assistir à televisão, mas normalmente ainda precisa de óculos para leitura e tarefas de perto.

Lente multifocal

A lente multifocal foi desenvolvida para reduzir a dependência de óculos tanto para longe quanto para perto, simulando parcialmente a acomodação visual que o cristalino jovem tinha. É uma boa opção para quem tem estilo de vida mais ativo e deseja menos dependência de óculos no cotidiano, mas exige um período de adaptação neural maior e pode gerar mais percepção de halos à noite em alguns pacientes.

Lente tórica

Indicada para pacientes que têm astigmatismo associado à catarata, a lente tórica corrige simultaneamente a opacidade do cristalino e o grau de astigmatismo, evitando que esse último precise ser corrigido só com óculos depois da cirurgia.

Lente EDOF, de profundidade de foco estendida

A lente EDOF (extended depth of focus, ou profundidade de foco estendida) é uma alternativa intermediária entre a monofocal e a multifocal, oferecendo uma faixa contínua de foco, com boa visão de longe e intermediária, e menor incidência de halos comparada às multifocais tradicionais.

A escolha entre os tipos de lente intraocular depende de exame oftalmológico detalhado, da saúde geral do olho, das expectativas visuais de cada paciente e, muitas vezes, também de questões de cobertura por convênio. Não existe lente melhor de forma genérica: existe a lente mais adequada para cada caso, definida em conjunto entre paciente e oftalmologista depois de avaliação individualizada.

6. Recuperação da cirurgia de catarata: o que esperar?

A recuperação da cirurgia de catarata costuma surpreender de forma positiva pela rapidez, mas segue um cronograma que vale a pena conhecer para não criar expectativas fora da realidade.

Nas primeiras vinte e quatro horas depois da cirurgia, é comum sentir o olho um pouco sensível, com leve ardência, sensação de areia ou lacrimejamento, e a visão pode estar embaçada ou com um discreto tom azulado, efeito transitório do procedimento. O uso de um protetor ocular rígido, especialmente durante o sono, evita que o paciente coce ou pressione o olho sem perceber nesse período mais delicado.

Na primeira semana, a maior parte dos pacientes já percebe melhora expressiva da nitidez visual e retoma atividades leves do cotidiano, sempre respeitando as orientações médicas quanto ao uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios, prescritos justamente para controlar a inflamação e prevenir infecção. É nessa fase que a maioria retorna ao trabalho, principalmente em atividades que não exigem esforço físico intenso.

No primeiro mês, a recuperação da cirurgia de catarata costuma se consolidar, com a visão estabilizando e o olho cicatrizando de forma completa. Esportes de contato, natação e esforço físico mais pesado geralmente ficam liberados só depois desse período, sempre conforme orientação do oftalmologista responsável, que acompanha a evolução em consultas de retorno programadas.

Vale reforçar que essa linha do tempo é uma referência geral. Cada paciente evolui de um jeito, e fatores como idade, presença de outras doenças oculares e o tipo de lente intraocular implantada podem alterar o ritmo da recuperação da cirurgia de catarata.

7. Cuidados e possíveis complicações no pós-operatório

Seguir as orientações médicas no pós-operatório da cirurgia de catarata reduz bastante o risco de complicações e favorece uma recuperação mais tranquila.

Alguns cuidados básicos costumam ser recomendados na maioria dos casos:

  • Não coçar nem pressionar o olho operado, mesmo que sinta coceira
  • Evitar poeira, fumaça, piscinas e ambientes com muito vento nas primeiras semanas
  • Usar óculos escuros em ambientes externos para reduzir o desconforto com luz
  • Dormir com o protetor ocular indicado pelo médico, principalmente nos primeiros dias
  • Aplicar os colírios prescritos nos horários corretos, sem interromper antes do previsto
  • Evitar maquiagem na região dos olhos e produtos de banho diretamente sobre o rosto no início
  • Comparecer a todas as consultas de retorno agendadas pelo oftalmologista

Complicações graves depois da cirurgia de catarata são incomuns, principalmente devido à evolução das técnicas cirúrgicas e dos protocolos de segurança atuais, mas existem e vale conhecer. A opacificação da cápsula posterior, popularmente chamada de catarata secundária, é a mais frequente, pode surgir meses ou anos depois da cirurgia e tem tratamento simples, feito com laser em consultório, sem necessidade de nova cirurgia. Infecção intraocular, chamada endoftalmite, é rara, mas exige atenção imediata caso apareçam dor intensa, vermelhidão progressiva ou piora súbita da visão. Descolamento de retina também é possível, ainda que pouco comum, e reforça a importância de manter acompanhamento oftalmológico regular mesmo depois da alta cirúrgica.

Perceber qualquer sinal fora do esperado durante a recuperação da cirurgia de catarata, como dor que piora em vez de melhorar, secreção purulenta ou queda visual brusca, é motivo para contato imediato com o oftalmologista responsável, sem esperar a próxima consulta agendada.

8. Conclusão

E assim terminamos nossa jornada pelo mundo da saúde! Neste blog post você leu tudo que você precisa saber sobre “Cirurgia de Catarata: Como É Feita, Quais São os Tipos de Lente Intraocular e Como Funciona a Recuperação?”. Falamos sobre o que é a catarata e por que ela se desenvolve, os principais sintomas de catarata que merecem atenção, como funciona o diagnóstico da catarata na consulta oftalmológica, como é feita a cirurgia de catarata por facoemulsificação, quais são os tipos de lente intraocular disponíveis atualmente, como funciona a recuperação da cirurgia de catarata semana a semana e quais cuidados e possíveis complicações observar no pós-operatório.

Catarata não precisa ser sinônimo de medo ou de resignação com a visão embaçada. É uma condição comum, bem estudada, com tratamento cirúrgico consolidado e resultados, na grande maioria dos casos, muito satisfatórios. O ponto de partida para qualquer decisão segura sobre cirurgia de catarata é sempre o mesmo: diagnóstico correto, feito por oftalmologista, com exame detalhado e acompanhamento contínuo antes e depois do procedimento. Escolher bem entre os tipos de lente intraocular, entender o passo a passo da facoemulsificação e seguir à risca os cuidados na recuperação são fatores que, juntos, definem o sucesso do tratamento e a qualidade da visão recuperada.

Conteúdo desenvolvido pela Clínica Médica InstaMed.

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