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Julho Amarelo: combatendo as hepatites virais

8 de julho de 2019

Saiba o que são as hepatites virais, como são transmitidas, seus sintomas e a importância do diagnóstico precoce para o tratamento

Mesmo com acesso à informação e a preparação das unidades de saúde para estarem mais próximas da população, em 10 anos, o número de pessoas infectadas com hepatites virais subiu mais de 40% no Rio Grande do Sul. Em 2007, o estado contabilizava 2.463 casos, número que chegou a 4.271 em 2017.

Para trabalhar a conscientização de que as hepatites podem trazer grandes danos à saúde, mas que a prevenção é simples e gratuita, o país tem em seu calendário a campanha Julho Amarelo. Durante o mês, os municípios, empresas e instituições de saúde de unem no desenvolvimento de ações para fortalecer o combate.

As atividades evidenciam como as hepatites são transmitidas e de que forma a população pode evitar a contaminação. Ainda, chamam as pessoas para testes rápidos com o objetivo de que, se infectadas, possam iniciar rapidamente um tratamento.

O que são hepatites virais

As hepatites são inflamações no fígado adquiridas após contato com objetos, alimentos e água contaminados. Os tipos mais comuns são causados pelos vírus A, B e C.

Nem sempre provocam sintomas, mas, quando indicam alterações físicas, as mais notificadas são olhos e pele amarelados, cansaço, febre, mal-estar, tontura, vômitos, dor abdominal, urina escura e fezes claras.

A principal preocupação é que, se não tratadas, as hepatites virais podem ocasionar doenças crônicas, como cirrose e câncer hepático.

Grupos mais infectados

De acordo com Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), os casos confirmados de Hepatite A em 2017 ocorreram, na sua maioria,entre adultos pessoas entre 20 a 39 anos. Já o grupo mais acometido pela Hepatite B tem entre 30 e 59 anos. Quanto à Hepatite C, a faixa etária com mais casos é de 40 a 69 anos.

Ainda conforme o panorama apresentado pelo CEVS, as taxas mais elevadas de detecção de hepatites virais são observadas em homens. No caso da Hepatite A, o índice é bem superior ao de mulheres infectadas, chegando a 65%.

 

Principais fontes de contaminação

No mesmo estudo, foi possível identificar as principais formas de contaminação. Em 2017, Entre os casos confirmados de Hepatite A, 63% tiveram como fonte alimento ou água infectados. Sobre as hepatitesB e C, as maiores taxas foram por contato sexual, com 15% e 14%, respectivamente.

Prevenção

A vacinação é uma maneira eficaz de prevenção contra as hepatites do tipo A e B. Quem se vacina para o tipo B se protege também para hepatite D.

O Programa Nacional de Imunizações disponibiliza, no Sistema Único de Saúde, vacinas para as hepatites A e B, segundo Calendário Nacional de Imunizações:

Vacina Hepatite A: para crianças de 15 meses a menores de cinco anos e para situações especiais, descritas no Manual do Centro de Referência para ImunobiológicoEspecial (CRIE), como exemplo os portadores de HIV, Hepatite B e C e demais hepatopatias, portadores de fibrose cística e transplantados, entre outros.

Vacina Hepatite B: desde 2016, tornou-se universal, sendo disponibilizada para todas as faixas etárias.

Também são medidas de prevenção:

– Sexo seguro: uso de preservativos masculinos ou femininos.

– Evitar compartilhamento de objetos pessoais: lâminas de barbear e depilar, escovas de dentes, alicates de unha e outros.

– Evitar compartilhamento de instrumentos de drogadição.

– Frequentar locais (consultórios e clínicas médicas e dentárias, estúdios de tatuagem e colocação de piercings, salões de beleza) que seguem as normas de biossegurança estabelecidas pela Vigilância Sanitária.

– Manter hábitos como lavar as mãos, beber água tratada ou fervida e comer apenas alimentos higienizados.

 

Testes rápidos

Os testes rápidos para as hepatites B e C são exames de triagem e caracterizam-se como uma das principais ferramentas para o diagnóstico precoce. Eles contribuem para um maior controle da doença, possibilitando interromper a cadeia de transmissão a partir do tratamento adequado.

Até este ano, como meta estabelecida no Plano Estadual de Saúde (PES), todos os municípios gaúchos deverão realizar os testes rápidos.

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